Posicionamento não é discurso. É decisão.

Entenda por que posicionamento de marca não se constrói com discurso, mas com decisão estratégica e coerência ao longo do tempo.

Posicionamento de marca é um dos conceitos mais utilizados — e menos compreendidos — no mercado atual. Com frequência, ele é tratado como algo que se comunica, quando na prática é algo que se define, sustenta e protege ao longo do tempo.

Uma marca não se posiciona porque diz algo.
Ela se posiciona porque toma decisões consistentes e mantém coerência entre discurso, comportamento e experiência.

Por que o mercado confundiu posicionamento com comunicação

Nos últimos anos, posicionamento passou a ser associado quase exclusivamente à linguagem, estética e presença digital.
Esses elementos são importantes, mas atuam no campo da expressão, não da origem estratégica.

Quando a base não está clara, a comunicação passa a tentar compensar a falta de decisão.
O resultado são marcas que falam muito, mas sustentam pouco.

Posicionamento não nasce do discurso.
Nasce das escolhas que a marca faz — e das que decide não fazer.

O que realmente constrói posicionamento de marca

Posicionamento é consequência direta de decisões estruturais, como:

  • Quem a marca escolhe atender
  • Em quais contextos decide estar presente
  • Que tipo de experiência entrega de forma consistente
  • Como se comporta sob pressão
  • O que não aceita negociar

Essas decisões moldam a percepção do mercado antes de qualquer ação de comunicação.

Sem decisão, a marca se adapta demais. E ao se adaptar a tudo, perde identidade.

Decisão estratégica: o divisor entre marcas fortes e marcas barulhentas

Marcas fortes não são, necessariamente, as mais visíveis.
São as mais coerentes.

Elas mantêm um padrão reconhecível mesmo quando:

  • O mercado muda
  • Tendências surgem
  • O ambiente se torna mais competitivo

Marcas barulhentas dependem de estímulo constante porque não possuem um eixo claro de posicionamento. A diferença não está em criatividade ou esforço, mas em direção estratégica.

Posicionamento como compromisso de longo prazo

Posicionar uma marca não é um movimento pontual.
É um compromisso contínuo.

Isso exige:

  • Repetição coerente
  • Clareza de limites
  • Capacidade de recusa
  • Sustentação de escolhas ao longo do tempo

Nem toda oportunidade fortalece a marca. Nem toda visibilidade constrói reputação.

Onde entra a direção estratégica de marca

A direção estratégica de marca atua onde muitas empresas evitam olhar:
nas decisões que organizam o todo.

Ela existe para:

  • Definir prioridades
  • Criar critérios claros
  • Alinhar imagem, narrativa e experiência
  • Evitar que a comunicação funcione como compensação

Quando existe direção, a comunicação passa a refletir escolhas já consolidadas — não improvisos.

Para quem esse tipo de posicionamento faz sentido

Esse entendimento de posicionamento não atende quem busca atalhos.
Ele faz sentido para marcas e lideranças que:

  • Estão em fase de amadurecimento
  • Buscam reputação, não apenas alcance
  • Valorizam coerência mais do que volume
  • Entendem marca como ativo estratégico

Posicionamento, nesse nível, não é sobre parecer. É sobre ser reconhecido pelo que se sustenta.


Reflexões como essa fazem parte do trabalho desenvolvido por Mari Junqueira, Diretora de Experiência de Marca, com atuação focada em posicionamento estratégico, imagem e experiência de marca, a partir de Luís Eduardo Magalhães, em projetos no Brasil.

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